segunda-feira, 17 de junho de 2013
Fim de Curso
O curso Melhor Gestão - Melhor Ensino está chegando ao fim mas o nosso blog vai continuar.... Para nós profissionais da educação, estes blogs que foram criados serão muito úteis para nosso crescimento, compartilhamento, aprimoramento etc.
Espero que, todos que tenham feito este curso possam ter crescido de alguma forma como aconteceu comigo e com outros colegas que tenho contato.
Nós professores, somos muito capazes e pessoas com uma força de vontade muito grande de fazer as coisas acontecerem sempre.
Obrigada à todos !!!
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Turma 7 – Curso
Melhor Gestão - Melhor Ensino
Trabalho para 6ª ano
Textos : Meu primeiro beijo e Pausa
Habilidades de
leitura:
Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto.
Definição dos objetivos da leitura.
Confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas
de sentido criadas antes ou durante a leitura.
Localização ou construção do tema ou da ideia principal
Esclarecimentos de palavras desconhecidas a partir de
inferências ou consulta a dicionário.
Construção da síntese semântica do texto
Troca de impressões a respeito dos textos lidos, fornecendo
indicações para sustentação de sua leitura e acolhendo outras posições.
Utilização, em função da finalidade da leitura, do registro
escrito para melhor compreensão.
Avaliação critica do texto.
Avaliação contínua durante todo o trabalho.
Desenvolvimento
Levantamento prévio do assunto com os alunos.
Definição dos objetivos da leitura.
Localização ou construção do tema ou ideia principal de cada
texto.
Construção do sentido global do texto.
Uso do dicionário.
A sala será dividida em duas, em seguida em duplas e cada
metade receberá um dos dois textos.
Essas duplas trabalhariam as impressões, a linguagem e
fariam um resumo do texto lido.
As duplas iriam se separar e fazer outra dupla com o colega
que tem o texto oposto.
Neste terceiro momento haveria a discussão dos textos, os
alunos fariam comparações entre os contos para elaborar uma síntese.
Situação de Aprendizagem
Texto: Pausa
Série: 7a série / 8o ano
- Levantamento de hipóteses a partir do título.
- Apresentação do autor.
- Leitura Silenciosa.
- Discussão sobre as expectativas do título.
- Atividade em grupo: Levantamento do vocabulário desconhecido.
- Leitura compartilhada.
- Discussão sobre o texto.
- Retomada dos elementos da narrativa e do gênero crônica.
- Apresentação da proposta de produção textual ( A partir do clímax, modificar a continuidade da história). O texto será produzido em grupo.
- Apresentação dos textos produzidos para o professor e para os outros alunos da sala
LEIA O CONTO DE MOACYR SCLIAR
PAUSA
Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro. Fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:
—Vais sair de novo, Samuel?
Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.
—Todos os domingos tu sais cedo – observou a mulher com azedume na voz.
—Temos muito trabalho no escritório – disse o marido, secamente.
Ela olhou os sanduíches:
—Por que não vens almoçar?
—Já te disse: muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.
A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse a carga, Samuel pegou o chapéu:
—Volto de noite.
As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente, ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.
Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:
—Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...
—Estou com pressa, seu Raul – atalhou Samuel.
— Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre - Estendeu a chave.
Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:
—Aqui, meu bem! – uma gritou, e riu: um cacarejo curto.
Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta a chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho: a um canto, uma bacia cheia d’água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.
Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se fechou os olhos.
Dormir.
Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a move-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.
Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido.
Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa, perseguido por um índio montado o cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados: o índio acabava de trespassá-lo com a lança. Esvaindo-se em sangue, molhando de suor, Samuel tombou lentamente; ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.
Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, levou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu.
Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.
— Já vai, seu Isidoro?
—Já – disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.
—Até domingo que vem, seu Isidoro – disse o gerente.
—Não sei se virei – respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caia.
—O senhor diz isto, mas volta sempre – observou o homem, rindo.
Samuel saiu.
Ao longo dos cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.
Meu primeiro beijo
Meu Primeiro Beijo
Antonio Barreto
É difícil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem
com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos
exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e
morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos
seus milhares de bilhetinhos:
"Você é a glicose do meu metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"
E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou
com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de
mulher... E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber
que tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus,
veio com o seguinte papo:
- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias
e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou
na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
- A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina;
0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo
menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os
meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem
os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso
aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz,
fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro
de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns
segundos.
E de repente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto , juntos,
o abismo do primeiro beijo.Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos
apaixonados por várias semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o
tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e
foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD,
1977. p. 134-6.
Extraído de http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22430
Avestruz
Avestruz
Mário Prata
O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos,
uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em
Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era
minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino
conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo
impressionou o garoto.
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se
entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A
avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz,
deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado
primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa
uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a
altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que
não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de
asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar
que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois
dedos em cada pé.
Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo.
Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente,
olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em
forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao
seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que
elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta,
entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com
TPM é perigosíssima!
Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da
minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de
avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo.
Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente,
inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo.
máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e,
principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai
bem.
Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz
por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho
mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
PRATA, Mário. Avestruz. 5ª série/ 6º ano vol. 2
Caderno aluno p. 9
Caderno do Professor p. 18
Mário Prata
O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos,
uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em
Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era
minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino
conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo
impressionou o garoto.
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se
entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A
avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz,
deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado
primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa
uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a
altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por deus. Colocou um pescoço que
não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de
asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar
que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois
dedos em cada pé.
Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo.
Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente,
olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em
forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao
seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que
elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta,
entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com
TPM é perigosíssima!
Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da
minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de
avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo.
Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente,
inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo.
máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e,
principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai
bem.
Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz
por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho
mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
PRATA, Mário. Avestruz. 5ª série/ 6º ano vol. 2
Caderno aluno p. 9
Caderno do Professor p. 18
segunda-feira, 10 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
Camila Botelho Iagallo
"— O que andas a fazer com um caderno?
— Nem sei, pai. Escrevo conforme vou sonhando.
— E alguém vai ler isso?
— Talvez.
— É bom assim: ensinar alguém a sonhar.”
— Nem sei, pai. Escrevo conforme vou sonhando.
— E alguém vai ler isso?
— Talvez.
— É bom assim: ensinar alguém a sonhar.”
(in “ Terra Sonâmbula”, de Mia Couto)
Na infância sempre fui incentivada a ler gibis. Tanto meus pais como familiares compravam as revistas em quadrinhos e lembro que lia várias vezes a mesma história. O gibi que mais gostava era o da Magali, pois quando via aquele apetite todo da personagem me dava uma fome e eu conseguia comer toda a comida que estava em meu prato na hora do almoço.
O primeiro livro que lembro ter lido chama-se “A vida acidentada de um vampirinho”, de Carlos Queiróz Telles. Eu estava na 4a série e a professora recomendou a leitura do livro para discussão e organização de uma peça de teatro. Meus pais compraram o livro e lembro que li várias vezes, pois me divertia muito com as aventuras do Draculinha e sua família.
A partir desse contato, comecei a ler outros livros que os professores orientavam e quando estava na 8a série comecei a frequentar a biblioteca Brito Broca. Comecei a conhecer vários livros, uma vez que toda semana escolhia um para leitura.
O primeiro livro que escolhi, sozinha, para ler foi “A viagem de Teo”, que contava sobre a experiência de um menino que estava doente e foi levado para conhecer as religiões ao redor do mundo.
Quando ingressei no Ensino Médio, comecei a conhecer “os clássicos” e realizar a leitura de todos os livros sugeridos pelos professores.
Hoje sei como a leitura transformou e transforma a minha vida. Agradeço meus pais e professores por terem me incentivado. Foi a partir das leituras que realizei na escola que consegui conhecer outros escritores, por quem sou apaixonada, como Lygia Fagundes Telles e Mia Couto.
Como diz a citação acima, os livros me ensinaram a sonhar.
sábado, 8 de junho de 2013
Minha experiência com leitura (Kely Cristina Bortoleto)
Em minha infância tive muitos momentos de vivência
de leitura, mesmo ainda não sendo alfabetizada, mas recordo-me com grande
saudade e emoção de quando ganhei do meu pai uma coleção de livros que contavam
histórias folclóricas e na capa tinham imagens em 3D, e olha que para a época
era uma grande evolução. Aqueles livros me encantaram e minha mãe lia aquelas
histórias e eu observava as imagens com muita curiosidade e satisfação. Aqueles
momentos eram maravilhosos e aos poucos, quando fui aprendendo a ler e
escrever, lia constantemente aquelas histórias, “O Saci”, “O negrinho do
pastoreio”, “Boitatá”, “A Mula sem cabeça”, etc. Ah, como li aquelas histórias.
Esses livros me acompanharam até adulta e só me
separei deles, se é que posso dizer que foi uma separação, quando minha filha
Giovanna nasceu, pois os guardei para ela e sempre lhe contava as histórias e
depois de alfabetizada ela mesma pode lê-los. Mas a melhor parte era relembrar
para ela de como aqueles livros fizeram parte da minha infância e que foram
meus primeiros livros.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Hoje participei de um curso oferecido pela D.E e ao ouvir as pessoas, lembrar do cotidiano em sala de aula, me lembrar de como era a escola quando eu estudei. Fico pensando: Será que a escola esta progredindo mesmo? Penso eu, que muitas vezes ela esta regredindo. Quando eu estudava as coisas eram bem diferentes de hoje, nós aprendíamos de uma maneira diferente e que hoje é até mal vista por muitos mas aprendiamos SIM tanto é que, somos os profissionais de hoje e a maioria das pessoas daquela geração são pessoas idôneas,trabalhadoras, responsáveis e etc, ao contrário desta nova geração que vem por ai. Então será que o método de antigamente estava errado???????
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Sempre que estou decepcionada com meu lugar na vida, eu paro e penso de um garotinho chamado Jamie.
Jamie queria muito ter um papel na peça da escola.
A mãe disse que tinha que preparar o seu coração, pois ela temia que ele não fosse escolhido.
No dia em que os papeis não foram distribuídos, eu fui com ela busca-lo à escola.
Jamie correu para a mãe, com os olhos brilhantes de orgulho e emoção:
_ Advinha, mãe!
E disse aquelas palavras que continuariam a ser uma lição para mim:
_ Eu fui escolhido para bater palmas e espalhar a alegria !
Jamie queria muito ter um papel na peça da escola.
A mãe disse que tinha que preparar o seu coração, pois ela temia que ele não fosse escolhido.
No dia em que os papeis não foram distribuídos, eu fui com ela busca-lo à escola.
Jamie correu para a mãe, com os olhos brilhantes de orgulho e emoção:
_ Advinha, mãe!
E disse aquelas palavras que continuariam a ser uma lição para mim:
_ Eu fui escolhido para bater palmas e espalhar a alegria !
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Experiência com a leitura
Experiência com leitura
Lembro que quando eu tinha por volta de 4 a 5 anos, meus irmãos já estavam em fase escolar e eu tinha loucura para ir a escola conhecer todas aquelas novidades que eles chegavam em casa contando.
Meus pais eram separados e por conta disso nossa condição financeira não era boa ,portanto, tinha que aguardar ter idade para estudar em escola pública. Minha mãe nos criou da melhor forma possível, dentro das possibilidades dela, claro, e por ver meu desespero para estudar comprou uma vitrola (rsrsrsr) vermelha que rodava discos com as mais diversas histórias infantis e junto com esses discos vinham os livrinhos. Minha vó que não frequentou a escola (mas aprendeu a ler para tirar habilitação) também parecia criança e ficava junto comigo ouvindo aquelas história e até comprava discos novos para ouvirmos juntas. Até hoje somos muito próximas talvez seja por essa cumplicidade de ficarmos ali naquele quarto horas e horas ouvindo histórias. Ela, do seu jeito semi analfabeta lia para mim histórias bem fáceis.
Hoje parando para pensar, entendo o quanto aquilo foi importante para mim, e para ela também, que para me consolar pelo fato de eu não ter idade de ir à escola se esforçava imensamente para ler histórias para neta. Aquelas foram as histórias mais lindas que ouvi e as mais verdadeiras.
Hoje leio para meus filhos, e vejo neles a mesma carinha que eu devia fazer ao ouvir minha vó.
Acredito que se nossas crianças tiverem o contato com o mundo leitura desde cedo elas irão fazer da leitura um hábito.
Carta de Apresentação
Este blog é formado por um grupo de professores participantes do Curso Melhor Gestão, Melhor Ensino - Formação de Professores de Língua Portuguesa - 1º edição 2013 - Turma 7 - Diretoria de Ensino Norte 1.
A ideia desse blog não foi nossa, mas abraçamos a ideia com muito amor. O fundamento dele é para que possamos compartilhar o que temos estudado e vivido em nossa jornada como professores, principalmente porque muitos tópicos relacionados a educação precisam ser estudados, amadurecidos e discutidos.
A proposta é desenvolver tópicos de qualidade para ajudar o grupo melhorar cada dia mais. Portanto se possível, deixe seu comentário, correção, dúvidas e etc com sugestões.
Este blog foi criado por professores mas é aberto para todos aqueles que sonham com uma educação de qualidade, e para que isso aconteça temos que despertar em todos o prazer pela leitura.
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