domingo, 9 de junho de 2013

Camila    Botelho Iagallo

"— O que andas a fazer com um caderno?
 — Nem sei, pai. Escrevo conforme vou sonhando.
— E alguém vai ler isso?
— Talvez.
— É bom assim: ensinar alguém a sonhar.”
(in “ Terra Sonâmbula”, de Mia Couto)


Na infância sempre fui incentivada a ler gibis. Tanto meus pais como familiares compravam as revistas em quadrinhos e lembro que lia várias vezes a mesma história. O gibi que mais gostava era o da Magali, pois quando via aquele apetite todo da personagem me dava uma fome e eu conseguia comer toda a comida que estava em meu prato na hora do almoço.
O primeiro livro que lembro ter lido chama-se “A vida acidentada de um vampirinho”, de Carlos Queiróz Telles. Eu estava na 4a série e a professora recomendou a leitura do livro para discussão e organização de uma peça de teatro. Meus pais compraram o livro e lembro que li várias vezes, pois me divertia muito com as aventuras do Draculinha e sua família.
A partir desse contato, comecei a ler outros livros que os professores orientavam e quando estava na 8a série comecei a frequentar a biblioteca Brito Broca. Comecei a conhecer vários livros, uma vez que toda semana escolhia um para leitura.
O primeiro livro que escolhi, sozinha, para ler foi “A viagem de Teo”, que contava sobre a experiência de um menino que estava doente e foi levado para conhecer as religiões ao redor do mundo.
Quando ingressei no Ensino Médio, comecei a conhecer “os clássicos” e realizar a leitura de todos os livros sugeridos pelos professores.
Hoje sei como a leitura transformou e transforma a minha vida. Agradeço meus pais e professores por terem me incentivado. Foi a partir das leituras que realizei na escola que consegui conhecer outros escritores, por quem sou apaixonada, como Lygia Fagundes Telles e Mia Couto.
Como diz a citação acima, os livros me ensinaram a sonhar.

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